Busca por livros aumenta nos presídios do estado de São Paulo

Crescimento no empréstimo de livros demonstra interesse de reeducandos por conhecimento e remição de pena durante pandemia.

Durante a pandemia de COVID-19, diversos reeducandos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) têm apostado na leitura. Com um acervo de mais de 120 mil livros disponíveis nos estabelecimentos penais da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo (Coremetro), a procura por obras literárias apresentou aumento nos últimos meses.

O crescimento ocorreu após a interrupção de atividades rotineiras nas unidades penais, visando evitar a disseminação da enfermidade no sistema prisional paulista. Na Penitenciária Feminina Sant’Ana (PFS), entre os meses de março e setembro deste ano, houve aumento na média de empréstimos de obras de 419 para 2.011 exemplares.

Livros do acervo da Biblioteca da Casa do Egresso em Poá – SP

Protocolos

Vale lembrar que os protocolos sanitários da COVID-19 também são necessários para o empréstimo dos livros. As salas de leitura são frequentadas apenas pelos monitores reeducandos, as obras são escolhidas a partir de catálogo e, após a devolução, os livros são mantidos em “quarentena” por 72h antes de serem emprestados novamente.

Entre os reeducandos da Penitenciária I “José Parada Neto” e do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, os títulos mais procurados estão “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “Juízo Final”, de Sidney Sheldon, “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, de Marçal Aquino, “O Processo”, de Franz Kafka, entre outros.

Além de ser um costume saudável intelectualmente, os custodiados visam a remição de pena que é concedida a partir da leitura. Por lei, a cada resumo de livro entregue ao Judiciário é possível remir quatro dias de pena, ao todo podem ser remidos 48 dias ao ano dessa forma.

Para a reeducanda L.K.S, atualmente no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Miguel Paulista, o hábito de ler foi desenvolvido dentro do sistema prisional. Durante a pandemia, a prática se tornou mais frequente e é uma distração para ela. “Tenho me dedicado mais à leitura, pois, com isso, aprendi a me expressar melhor, adquiri mais conhecimento. Isso me faz sair um pouco da realidade em que me encontro”, comentou.

No CPP de São Miguel Paulista, a direção geral percebeu que as custodiadas têm procurado nos livros uma forma de amenizar a ansiedade e preencher o tempo ocioso. O mesmo foi percebido no CPP “Dra. Marina Marigo Cardoso de Oliveira” de Butantan, onde a média de empréstimos da biblioteca aumentou em 40%.

Texto: Secretaria da Administração Peninteciária – SP

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9 Comentários

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